O programa Celular Seguro, criado pelo governo federal como remédio para a pandemia de roubos e furtos no país, vai passar a notificar, via mensagem, as pessoas que cadastrarem um novo chip em um aparelho subtraído. A medida está sendo implantada e se soma à possibilidade de as vítimas bloquearem o celular roubado, totalmente ou de maneira parcial. Para fazer isso, contudo, é preciso se cadastrar na plataforma e incluir contatos de confiança, que possam ajudar nesse momento de emergência.
Conduzido pelo Ministério da Justiça, o programa tem como
objetivo utilizar a tecnologia para comunicar o crime e, ao mesmo tempo,
impedir que os aparelhos roubados sejam livremente utilizados — e, portanto,
impedir o seu comércio ilegal. Com a plataforma, também é possível bloquear o
acesso a aplicativos bancários, por exemplo.
Para se registrar e utilizar o serviço, a primeira condição é estar cadastrado na plataforma gov.br. Depois, é preciso instalar o aplicativo “Celular Seguro” em seu smartphone e fazer o login com esse cadastro, utilizando seu CPF e a senha correspondente.
Ao concordar com os Termos de Uso do aplicativo, o próximo passo é cadastrar pessoas de confiança. Basta clicar em “Cadastrar Contato” para incluir um familiar ou amigo que também já tenha um perfil na plataforma. Com isso, o celular passa a constar no aplicativo da pessoa escolhida, de modo que ela possa emitir um alerta em seu nome e bloquear o aparelho, caso ele seja roubado. Depois, é preciso registrar seu telefone no aplicativo. Não há limite de cadastros, mas é preciso que o celular esteja vinculado ao seu CPF.
A partir daí, o serviço já está disponível e só deve ser
usado em caso de roubo ou furto do aparelho. Se isso acontecer, a função
“Emitir alerta” comunica o problema ao Ministério da Justiça e gera um número
de protocolo, que deve ser guardado para atendimentos posteriores com as
instituições parceiras.
Para essa função, é preciso indicar o que aconteceu, quando e onde. Com isso, as instituições financeiras são avisadas e os serviços financeiros, por exemplo, são suspensos no smartphone selecionado. Há a opção também de bloquear o aparelho parcialmente, que é quando os aplicativos bancários e informações mais importantes são suspensos, ou totalmente, o que costuma fazer com que o celular deixe de ser funcional. Por isso, a pasta costuma orientar que essa última alternativa só seja usada nos casos mais graves.
A partir desta etapa, caso o telefone roubado ou furtado
tenha um novo chip, de outra pessoa, cadastrado, será enviada uma mensagem pelo
Ministério da Justiça informando das restrições ao aparelho e avisando do
crime. A pasta poderá pedir, por exemplo, que o novo usuário leve o aparelho
até as autoridades, para que ele seja recuperado.
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